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APRESENTAÇÃO

HISTORIAL

Conjunto da Horta do Ourives

Conjunto edificado constituído pela Casa Nobre, capela e antigas dependências agrícolas da Horta do Ourives, mandado construir pelo Capitão-mor Desembargador Veríssimo Mendonça Manuel para segunda habitação.

Trata-se de um solar setecentista, com características de arquitectura chã (dois pisos, beirado saliente, telhados de tesoura e quatro janelas de sacada com gradeamentos de ferro forjado no andar nobre), marcado por grande unidade formal, embora talvez, se possam distinguir nele duas campanhas de obras. Dá acesso à quinta um aparatoso portal de cantaria rusticada, rematado por florões "rocaille", ladeados por dois fogaréis. À sua direita fica uma casa de caseiros com primeiro andar, acrescentada posteriormente, e à esquerda a casa nobre. Esta, de planta rectangular, desenvolve-se em dois pisos: o térreo formado por três divisões, uma das quais com chaminé e o andar nobre constituído, igualmente, por três divisões, uma das quais com chaminé e o andar nobre constituído, igualmente, por três salas com comunicações entre si e telhados de "caixotão" de expressivo cunho regional. Contíguo ao segundo portal e do seu lado esquerdo fica um dos mais interessantes trechos desta quinta, o conjunto setecentista de tanque e nora ainda com engenho. A parede do referido tanque, contígua à nora, é mais elevada do que as outras e totalmente decorada com elementos ornamentais de gesso em relevo de gosto idêntico aos portais e que envolvem a saída da água em forma de fonte. Aqui se destacam dois golfinhos policromados, ladeados por duas grandes volutas. Todo este trabalho de gesso faz parte da tradição de um artesanato algarvio com contaminações mais ou menos eruditas que se desenvolvem, pelo menos, desde o século XVI e de que o exemplo mais conhecido será a casa das figuras, já hoje imóvel de interesse público. Junto à referida nora, envolvido por arcaria coesa e em frente do segundo portal, destaca-se uma alameda formada por pilares que se abrem no fim em hexágono. Devem ter sido suporte de caramachão. Trata-se portanto de um a "horta algarvia", em todo o verdadeiro sentido da palavra e, aoi mesmo tempo, uma antiga quinta de lazer e recreio do século XVIII, onde se conseguiu, uma perfeita síntese de valores da cultura local com elementos eruditos cortesãos importados e adaptados.

IN http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=72812

A Casa Nobre, recentemente restaurada pela autarquia de Faro (2006), é hoje um espaço de cultura, gerido pelo Teatro Municipal de Faro, E.M., vocacionado para o acolhimento das actividades desenvolvidas pelo Serviço Educativo, apresentação de conferências, exposições, tertúlias literárias, workshops, formação, entre outras.